Eu preciso de uma escrita de horizonte, uma reflexão mar a dentro. Mas o mar tem perspectiva de mar a fora de quem sobrevive às vagas turbulentas e goza a possibilidade de entender a superfície de quem se salva das vagas e sabe da imensidão do mar que, para bom mineiro, é um marzão besta.
Eu bebo a água do mar e sinto este gosto denso descendo pela garganta porque bebi de Clarice Lispector que escrevia para outra geração.
Eu bebo a água do mar e sinto este gosto denso descendo pela garganta porque bebi de Clarice Lispector que escrevia para outra geração.
Mas eu quero alcançar meu leitor que não tem tempo para parar, levantar a cabeça e pensar. Lanço a você (ou será vc?) essa inspiração lapidada.

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